domingo, 27 de setembro de 2009

“GATO ESCALDADO TEM MEDO DE ÁGUA FRIA”

No dia dez de setembro, toda classe dos professores e trabalhadores da educação, foi surpreendida com a informação por parte do prefeito em exercício, Jaime Evangelista, que os pagamentos referentes ao mês de agosto do corrente ano, não seriam efetuados, alegando que os recursos do FUNDEB não foram suficientes para que os pagamentos fossem liquidados.

Procedimento que nós da diretoria colegiada do Sindicato do Magistério Público Municipal não aceitamos, pois conforme extrato fornecido pelo Tesouro Nacional, os valores despertam suspeitas de desvio de conduta quanto à aplicação dos recursos do FUNDEB.

Tomando conhecimentos dos fatos, a diretoria colegiada do sindicato do magistério pú-blico municipal, temendo se repetir o mesmo desgoverno e as mesmas práticas realizadas pelo ex-prefeito Amilton Fernandes Vieira no ano de 2004, quando os pagamentos dos professores e trabalhadores da educação, também foram atrasados (fato esse, que levou a classe a impetrar junto a Promotoria Pública Estadual, uma ação Civil Pública de seqüestro das verbas do antigo Fundef, para que os salários em atraso fossem recebidos). “Como gato escaldado tem medo de água fria”, imediatamente convocou seus membros para uma reunião, na qual deliberaram as seguintes ações, conforme resumo de ata abaixo:

RESUMO DA ATA DE REUNIÃO DA DIRETORIA COLEGIADA .
1- Fazer uma representação formal junto ao Ministério Público Federal, requerendo a prestação das contas do Fundeb, a pontualidade do pagamento dos professores e trabalhadores da educação, denunciando o desvio de finalidade das verbas do FUNDEB em Cândido Sales-BA.
2- Fazer requerimento solicitando o uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal para que a Diretoria Colegiada possa tratar do atraso de pagamento dos professores e a não-prestação de contas do Fundeb no município.
3- Reunir-se com a Secretária de Educação no dia 17.09.09, às 16 horas, conforme a-gendamento, para discutir sobre os atrasos de pagamento dos professores e demais trabalhadores da educação e a prestação das contas do FUNDEB.

Com essas ações, esperamos que as irregularidades sejam resolvidas, ou uma paralisação da classe poderá ser deliberada na assembleia do dia 28/09/2009, nesta segunda-feira.

DIRETORIA COLEGIADA

JUDICIAL

Tramita na Comarca de Cândido Sales uma Ação de Reparação de Danos Materiais contra a prefeitura municipal deste município. A referida ação, que já está em fase final para ser sentenciada, foi movida pelo SINMPMCS em 2007 em favor da Classe e contesta o não-repasse das verbas do então FUNDEF referente aos anos de 2003 e 2004, época que esse fundo teve maior crescimento. O processo já se encontra concluso ao Dr. Leonardo, Juiz desta Comarca, para ser sentenciado. É o que informa a Assessoria Jurídica do SINMPMCS.

SALARIO FAMÍLIA



O salário família 2010 é um benefício criado pelo governo brasileiro para completar a renda familiar, ajudando a pessoas suprirem despesas com educação, saúde, moradia e alimentação. O programa não é uma criação recente, ele existe desde a década de 30 e serviu de base para outros benefícios sociais.

Para receber o salário família, é preciso avaliar diversos fatores, como a distribuição de renda entre as pequenas que residem na casa. Somente tem direito ao benefício os trabalhadores com remuneração inferior e com filhos menores de 14 anos. O programa tem como missão combater a pobreza, seguindo as normas do INSS para que a distribuição do dinheiro seja feita da forma correta.

Salário Família 2010: valores e como receber

Para receber o benefício social, é necessário ter uma remuneração mensal dentro da faixa salarial correspondente ao programa, as alterações nos cálculos variam pouco de um ano para o outro.

De acordo com a Portaria Interministerial nº 48, de 12 de fevereiro de 2009, o valor do salário-família desde 1º.2.2009, é de R$ 25,66, por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade, para quem ganha até R$ 500,40. Para o trabalhador que recebe de R$ 500,40 até R$ 752,12, o valor do salário-família por filho de até 14 anos de idade ou inválido de qualquer idade, é de R$ 18,08.

Portanto, confira seu contracheque. Caso tenha alguma dúvida, busque orientação no SINMPCS.

DIRETORES SINDICAIS PRESTIGIAM GINCANA EM LAGOA GRANDE

Convidados pelos organizadores da Gincana Folclórica das escolas do Distrito de Lagoa Grande, no dia 05/09/09, estiveram presentes no evento o presidente da diretoria colegiada sindical, professor Valdivino F. de Almeida, o professor Gil e o compositor Noel Barbosa, que participaram do júri nesse dia.
O evento foi um exemplo de manifestação educacional. Embora dispusessem de poucos recursos, souberam muito bem superar as dificuldades e organizar uma excelente programação.

Havia três equipes estudantis: a verde, a azul e a amarela. Todas participando com muito empenho e animação. As provas foram muito bem elaboradas e surpeendentes. Sendo vencedora a equipe amarela.

Eleições para Diretores nas Escolas

O SINMPMCS constatou que o município tem um número grande de diretores que não são do quadro efetivo. E uma das lutas que sua diretoria vem travando com o poder público municipal é a realização de eleições diretas para Diretores nas escolas públicas do município. O poder público deve democratizar sua administração.
Só assim, garantiremos uma gestão democrática na educação do nosso município.

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

RESUMO DA ATA DE REUNIÃO DA DIRETORIA DO SINMPMCS

Aos dezesseis dias de setembro do ano de dois mil e nove, reuniu-se a Diretoria Colegiada do SINMPMCS para discutir e deliberar sobre os atrasos de pagamento dos professores e trabalhadores da educação. Ficou decidido as seguintes ações da Diretoria Colegiada nesta semana:

1. Fazer uma representação formal junto ao Ministério Público Federal, requerendo prestação de contas do FUNDEB, a pontualidade do pagamento dos professores e demais trabalhadores da educação, denunciando o desvio de finalidade das verbas do FUNDEB em Cândido Sales –Ba.

2. Fazer requerimento solicitando o uso da Tribuna Livre da Câmara Municipal para que a Diretoria Colegiada possa tratar do atraso de pagamento dos professores e a não-prestação de contas do FUNDEB no município.

3. Reunir-se com a Secretária de Educação no dia 17.09.09, às 16:00 H, conforme agendamento, para discutir sobre os atrasos de pagamento dos professores e demais trabalhadores da educação e a prestação de contas do FUNDEB .

OBS.: A qualquer momento poderá ser convocada uma Assembleia Extraordinária para discutir e deliberar sobre uma paralisação da classe.


DIRETORIA COLEGIADA

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Lei Nº 11.738/2008 - Piso Salarial Nacional

Para maiores esclarecimentos da Classe do Magistério Público Municipal de Cândido Sales - Ba, estamos publicando aqui a Lei que institui o piso salarial nacional.

Regulamenta a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias, para instituir o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica.
O PRESIDENTE DA REPÚBLICA Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:
Art. 1º Esta Lei regulamenta o piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica a que se refere a alínea “e” do inciso III do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias.
Art. 2º O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.
§ 1º O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.
§ 2º Por profissionais do magistério público da educação básica entendem-se aqueles que desempenham as atividades de docência ou as de suporte pedagógico à docência, isto é, direção ou administração, planejamento, inspeção, supervisão, orientação e coordenação educacionais, exercidas no âmbito das unidades escolares de educação básica, em suas diversas etapas e modalidades, com a formação mínima determinada pela legislação federal de diretrizes e bases da educação nacional.
§ 3º Os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho serão, no mínimo, proporcionais ao valor mencionado no caput deste artigo.
§ 4º Na composição da jornada de trabalho, observar-se-á o limite máximo de 2/3 (dois terços) da carga horária para o desempenho das atividades de interação com os educandos.
§ 5º As disposições relativas ao piso salarial de que trata esta Lei serão aplicadas a todas as aposentadorias e pensões dos profissionais do magistério público da educação básica alcançadas pelo art. 7º da Emenda Constitucional nº 41, de 19 de dezembro de 2003, e pela Emenda Constitucional no 47, de 5 de julho de 2005.
Art. 3º O valor de que trata o art. 2º desta Lei passará a vigorar a partir de 1o de janeiro de 2008, e sua integralização, como vencimento inicial das Carreiras dos profissionais da educação básica pública, pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios será feita de forma progressiva e proporcional, observado o seguinte:
I – (VETADO);
II – a partir de 1o de janeiro de 2009, acréscimo de 2/3 (dois terços) da diferença entre o valor referido no art. 2º desta Lei, atualizado na forma do art. 5º desta Lei, e o vencimento inicial da Carreira vigente;
III – a integralização do valor de que trata o art. 2º desta Lei, atualizado na forma do art. 5º desta Lei, dar-se-á a partir de 1º de janeiro de 2010, com o acréscimo da diferença remanescente.
§ 1º A integralização de que trata o caput deste artigo poderá ser antecipada a qualquer tempo pela União, Estados, Distrito Federal e Municípios.
§ 2º Até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional nacional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2º desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei.
Art. 4º A União deverá complementar, na forma e no limite do disposto no inciso VI do caput do art. 60 do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias e em regulamento, a integralização de que trata o art. 3º desta Lei, nos casos em que o ente federativo, a partir da consideração dos recursos constitucionalmente vinculados à educação, não tenha disponibilidade orçamentária para cumprir o valor fixado.
§ 1º O ente federativo deverá justificar sua necessidade e incapacidade, enviando ao Ministério da Educação solicitação fundamentada, acompanhada de planilha de custos comprovando a necessidade da complementação de que trata o caput deste artigo.
§ 2º A União será responsável por cooperar tecnicamente com o ente federativo que não conseguir assegurar o pagamento do piso, de forma a assessorá-lo no planejamento e aperfeiçoamento da aplicação de seus recursos.
Art. 5º O piso salarial profissional nacional do magistério público da educação básica será atualizado, anualmente, no mês de janeiro, a partir do ano de 2009.Parágrafo único. A atualização de que trata o caput deste artigo será calculada utilizando-se o mesmo percentual de crescimento do valor anual mínimo por aluno referente aos anos iniciais do ensino fundamental urbano, definido nacionalmente, nos termos da Lei no 11.494, de 20 de junho de 2007.
Art. 6º A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios deverão elaborar ou adequar seus Planos de Carreira e Remuneração do Magistério até 31 de dezembro de 2009, tendo em vista o cumprimento do piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica, conforme disposto no parágrafo único do art. 206 da Constituição Federal.
Art. 7º (VETADO)
Art. 8º Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
Brasília, 16 de julho de 2008; 187º da Independência e 120º da República.
LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA
Tarso Genro
Nelson Machado
Fernando Haddad
Paulo Bernardo Silva
José Múcio Monteiro Filho
José Antonio Dias Toffoli

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Orçamento e dissídio 2008

No dia 14/03/2008, no Salão Paroquial da Igreja Católica, situada na Praça D. Climério, S/N, na cidade de Cândido Sales-Ba, o SINMPMCS (Sindicato do Magistério Público Municipal de Cândido Sales) realizou uma Assembléia Geral, onde foi apresentado e aprovado o orçamento para 2008. Na ocasião, também foi discutido e aprovado o percentual de 40% (quarenta por cento) sobre o salário base para efeito de dissídio coletivo. A partir desse momento, o sindicato se encontra em campanha salarial para assegurar o dissídio à categoria.
Hoje (04/04/08), pela manhã, atendendo a convocação do Presidente do Sinmpmcs, a Diretoria Colegiada esteve reunida para discutir as ações do sindicato e eleições sindicais 2008. No entanto, não ficou nada definido quanto a composição de chapa. Mas o diálogo foi aberto, de modo que o sindicato permanece com a sua postura democrática saudável.

terça-feira, 19 de junho de 2007







































domingo, 17 de junho de 2007

FALA MESTRE

Aqui o Professor diz o que realmente pensa.

Professor Gil:
“A luta do Sindicato do Magistério Público Municipal é uma luta que não pode ser interrompida, pois a nossa derrota seria deixar desprotegida toda a Classe, como desejam aqueles que almejam o Poder Público Municipal”.

Prof. Jaivan Acioly:
“Acredito na força do Sindicato do Magistério Público Municipal de Cândido Sales. Ele tem resguardado nossos direitos. Inclusive, brigando para recebermos as dívidas que o município tem com a Classe. Como é o caso do mês de dezembro de 2004, que o prefeito da ocasião não pagou, pois somente pensava em reeleição. E a ganância pelo Poder já penalizou por demais a muitos de nós”.

Professora Jailda:
“A Classe dos Professores está atenta quanto aos seus direitos. Não adianta tentar jogar a sociedade, nem a própria classe, contra os educadores deste município. A Educação em Cândido Sales tem que ser valorizada. E a luta do SINMPMCS é mais do que justa e segue o rigor da Lei Municipal”.

Professor Carlos Aparecido:
“Esta paralisação do trabalho por parte dos professores demonstra a força que uma classe organizada tem diante da incompreensão do Poder Público e reforça a necessidade que os trabalhadores têm de se unir em organização. Muitos consideram a classe dos professores a ‘mais desunida’ entre os trabalhadores. Acredito que a partir de agora isto vai mudar! Demonstraremos que unidos venceremos esta luta”.

Professora Zenaide:
“Não fomos coagidos por sindicato coisa nenhuma. E haveremos de desmascarar a mentira deslavada do Sr. Prefeito diante do salário de 1.000 (mil reais) exibindo os nossos contracheques, pois lutamos por um salário mais justo”.

Profª. Sueli da Paz Arruda:
“O prefeito em suas colocações, disse que os professores que não estivessem satisfeitos pedissem demissão. Quero deixar claro que não se trata de demissão, e sim de seriedade e luta em busca dos nossos direitos. Até porque não somos mais aqueles professores do ano dois mil, quando fomos humilhados e substituídos por usurpadores. Hoje somos mais conscientes e organizados”.

CARTA ABERTA À COMUNIDADE CANDIDOSALENSE

Pais de Alunos e Comunidade Candidosalense,

Nós professores do magistério público municipal de Cândido Sales – Ba comunicamos a toda a sociedade que, devido à desvalorização e ao descaso por parte do Poder Público Municipal para com a Educação no município, bem como para com a classe dos profissionais da Educação, resolvemos paralisar as atividades escolares até que nossas reivindicações sejam atendidas.

Lutamos por reajuste salarial, qualidade e regularidade na distribuição da merenda escolar, mais transparência na aplicação das verbas do Fundeb e com os programas dinheiro direto na escola do Governo Federal; também, com as verbas do transporte escolar. Queremos melhorias nos espaços físicos das escolas, inclusive, com adaptação para os portadores de necessidades especiais, material didático de qualidade e eficaz. Queremos Plano de Saúde para os servidores da educação e repasses dos recursos que o município recebeu do Governo Federal com acréscimos superiores ao ano de 2006.

Esclarecemos que a nossa luta visa melhorias também para o seu filho, caros pais de aluno. Pois, o ambiente escolar deve oferecer condições para que se desenvolva uma Educação de qualidade.

Não estamos promovendo nenhum evento político-partidário e nenhum ato criminoso, uma vez que o direito de greve está previsto na Constituição Federal. Portanto, nossa manifestação cumpre o rigor da Lei quanto aos nossos direitos. E, é por confiar e acreditar nas Leis e na Justiça do nosso país, que convidamos a toda a comunidade para fazer parte de uma luta que não é só nossa, mas de todo cidadão consciente.

Queremos contar com o apoio da comunidade, principalmente, dos pais de aluno que conhecem as dificuldades e injustiças que os professores vêm sofrendo.

O tom do Poder Público tem sido somente de ameaça. Até o momento, não fez nenhuma proposta que significasse melhorias para a Educação Municipal e seus servidores. Prefere tratar os Educadores como criminosos e não como cidadãos transformadores e construtores de uma sociedade digna e justa, na formação de indivíduos reflexivos e comprometidos com a ética, a moral e a cidadania.

O que queremos é respeito e condições dignas para a realização do nosso trabalho educacional. Por isso, senhores pais e prezados alunos, venham lutar conosco! Pois, comunidade unida jamais será vencida.

Nesta segunda-feira, dia 18/06/07, estaremos reunidos na Praça da Igreja Católica Matriz, a partir das 09:00 horas da manhã, para manifestação das nossas reivindicações. Contamos com todos.

Atenciosamente,

DIRETORIA COLEGIADA DO SINMPMCS

MENTIRA TEM PERNA CURTA

O prefeito municipal mais uma vez tenta através do seu serviço de propaganda oficial, passar para a sociedade uma deslavada mentira, quando diz que o piso salarial do professor é de mil reais, quando na verdade o professor de Cândido Sales recebe um piso salarial de R$ 350, 00 (trezentos e cinqüenta reais), mais 25% com atividades complementares, que são realizadas em turnos opostos. Diante desta realidade é que nós professores estamos reivindicando nossos devidos direitos. E assim, queremos dizer para o senhor prefeito e seu assessor que nos respeitem, que somos educadores e não criminosos, como foi proferido pelo senhor prefeito e seu assessor de imprensa, quando os mesmos disseram que a luta que nós professores estamos deflagrando é um ato criminoso. Ato Criminoso! São os prédios escolares que estão sem nenhuma adaptação para receber nossos filhos e alunos portadores de necessidades especiais, criminoso é a merenda de má qualidade que está sendo servida para as nossas crianças, criminoso é a falta de transparência na aplicação das verbas do FUNDEF E FUNDEB, E DO DINHEIRO DO PDDE, criminoso é o tráfico de influência que vem sendo cometido com as verbas da educação, criminoso é o não cumprimento das leis, criminoso é a não prestação de contas aos conselheiros do FUNDEF E FUNDEB, pois até o momento não foi prestada conta ao conselho do FUNDEF E FUNDEB.

É com essas verdades que queremos informar e esclarecer a toda comunidade que nos conhece, que a mentira tem perna curta, pois já solicitamos por diversas vezes do senhor prefeito as devidas prestações de contas, que até o presente só tem ficado em promessa. Então senhor prefeito, vamos deixar das promessas, mostre as contas para toda a sociedade, com todas as notas fiscais, para assim prevalecer a verdade. Concluindo, é na Justiça que saberemos quem realmente está cometendo ato criminoso.

Comunidade Unida jamais será vencida.

Diretoria Colegiada

sábado, 16 de junho de 2007

PAUTA DE REIVINDICAÇÕES E JUSTIFIVATIVA PARA A COMUNIDADE DE CÂNDIDO SALES SOBRE A PARALISAÇÃO DA CLASSE DOS PROFESSORES

Nem tudo que o Poder Público Municipal divulga sobre a educação é verdadeiro. De posse de fontes do Governo Federal, sabemos que, se compararmos os recebimentos das verbas do FUNDEF dos primeiros cinco meses do ano de 2006 com os primeiros cinco meses das verbas do FUNDEB do ano de 2007, houve um crescimento de 17,33 % dos repasses destinados a Educação do município de Cândido Sales – Ba. No entanto, insistem em dizer que não há como reajustar o salário dos professores.

A perda salarial da Classe, apesar das negociações realizadas, ainda está no patamar de 35%. E nem o acréscimo das verbas do agora FUNDEB — que já citamos ser de 17,33 % — o Senhor prefeito não concordou em repassá-lo para a categoria. Não demonstrou nenhuma sensibilidade para com o estado em que se encontra a Educação Municipal, principalmente, com os educadores deste município, informando não ter nenhuma proposta.

Por isso, a Assembléia do último dia 12/06/2007, optou pela paralisação dos trabalhos educacionais.

Em entrevista para a Rádio Comunitária Local do município, o prefeito continuou insensível às reivindicações da Classe. Somente fez ameaças e tentou confundir nosso evento com o do outro sindicato. O que não tem nada em comum além das reivindicações salariais e melhorias das condições de trabalho.
Diante disso, o Sindicato dos Professores do Magistério Público Municipal de Cândido Sales – Ba, em atenção a toda a comunidade escolar e pais de alunos, está requisitando solidariedade ao nosso evento de paralisação visando melhorias para a qualidade educacional no município.

Assim sendo nossas justificativas, seguem as nossas reivindicações:

· Melhorias nos espaços físicos dos prédios escolares com adaptações para melhor receber nossos alunos portadores de necessidades especiais;
· Qualidade e regularidade na distribuição da merenda escolar;
· Melhores condições de trabalho;
· Material didático apropriado e eficaz;
· Plano de Saúde para os servidores da Educação;
· Respeito e aplicabilidade da Lei 12/01 (Lei do Magistério);
· Aumento do Piso Salarial dos trabalhadores em Educação;
· Repasses dos recursos recebidos do Governo Federal.

Vale lembrar que as negociações concretizadas no final do ano de 2006 eram reivindicações relativas ao referido ano. E foi a conquista de uma luta formalizada desde o início daquele ano.

As reivindicações para o ano de 2007 são estas que agora apresentamos e, sem as quais, fica difícil realizar uma educação de qualidade para a comunidade de Cândido Sales.

Contamos com a colaboração de toda a sociedade, pois nossa mobilização é um ato que visa melhorias para a formação de cidadãos conscientes e formadores de opiniões que possam lutar por dignidade, justiça e convivência pacífica com respeito ao direito do outro.

NA PONTA DA LÍNGUA

Tem gente divulgando mentiras sobre o SINMPMCS, pois sempre estiveram atrelados ao poder, em vez de divulgar as leis que regem a Educação e o que este Sindicato sempre procurou defender: salário justo e melhores condições de trabalho.

É mais fácil espalhar a infâmia do que encarar a realidade e defender a verdade. E estes que detestam o SINMPMCS são aqueles que viram nele uma ameaça de usufruto do poder em detrimento da Classe Educacional para benefício próprio.

Alguns até enriqueceram à custa do FUNDEF (fundo que deveria ser aplicado na melhoria da educação e capacitação dos professores); outros mais até cooperam com os atos escravagistas do Poder Executivo Municipal que chega ao absurdo de forçar os professores a desembolsar dinheiro para projetos escolares. Por onde anda o dinheiro das escolas?

ASSEMBLÉIA DOS PROFESSORES POR CORREÇÃO SALARIAL

Dando continuidade a Campanha Salarial para os professores do município de Cândido Sales, o SINMPMCS reuniu-se em Assembléia Extraordinária no dia 08/06/2007, com os seus filiados, que formaram uma comissão para dar prosseguimento à negociação por reajuste salarial e melhorias no trato com a Educação Municipal. Seguiram em caminhada até a prefeitura para dialogar com o prefeito e apresentar as propostas da Classe. Em resposta, o Senhor Prefeito disse não ter nenhuma proposta de reajuste salarial.

A comissão levou o resultado da reunião com o prefeito para a assembléia, que ansiava por um acordo. Mas, quando foi divulgada a decisão do Sr. Prefeito de não ter nenhuma proposta para a categoria, foi decidido por unanimidade convocar uma nova Assembléia Extraordinária para se analisar o dissídio coletivo. E a Assembléia ficou então marcada para o dia 12/06/2007.
O SINMPMCS seguiu todos os requisitos legais de comunicação tanto ao Poder Público como á comunidade escolar.

Na segunda-feira, 12/06/2007, dia da Assembléia a Senhora Secretária de Educação esteve presente reafirmando o que a Comissão Sindical já ouvira do prefeito, inclusive, tentando prolongar a discussão para o dia 09/07/2007, mas sem nenhuma certeza de reajuste salarial.

Em continuidade aos trabalhos, a Assembléia optou pela paralisação da categoria até que o Poder Público Municipal apresentasse uma proposta de reajuste salarial satisfatória.

O PODER PÚBLICO NÃO PENSA NA EDUCAÇÃO

Há muito tempo que lutamos contra o poder que administra a educação em Cândido Sales. Já nos deparamos com situações que deixariam muitos dos que trabalham na Educação sem os seus empregos.

Um exemplo é o Plano de Carreira do Magistério Público Municipal. Quando foi implantado, reduziu os benefícios de alguns servidores (que tinham direito) e concedeu benefícios a outros que não os possuía.

Se não fosse a existência deste Sindicato, muitos dos nossos já estariam “na rua”. Pois o mandato do atual prefeito previa isto.

O Poder Executivo do momento só pensa em reeleição, ou melhor, em permanência no poder. Quando o Governo Federal repassava os reajustes das verbas do FUNDEF, dizia que havia seqüestro de verbas a pretexto de não repassar nenhum aumento aos servidores da Educação. Em vez disso, contratavam e contratam mais funcionários, pois estes servirão de cabo-eleitoral em sua campanha a reeleição.

Assim tem sido em Cândido Sales.

Repito: se não fosse a existência deste sindicato muitos já estariam “na rua”. Pois, nenhum desses que assumiram o Poder Municipal querem que em Cândido Sales a Classe daqueles que trabalham na Educação seja unida e tenha força para lutar contra os maus-tratos que sofre.

O Poder Público Municipal não pensa na Educação. A fome de permanência no poder é maior do que formar cidadãos conscientes e comprometidos com a cidadania.

Sejamos, pois, unidos!

Nossa luta é a luta por uma educação de melhor qualidade para o município. Enquanto que a Educação que o Poder Executivo está oferecendo é a melhor para a permanência de seus correligionários no poder.